Internacionalização da Ciência Brasileira: subsídios para avaliação do programa Ciência sem Fronteiras

Guilherme de Rosso Manços, Fernando de Souza Coelho

Resumo


O programa Ciência sem Fronteiras (CsF) concedeu, entre 2011-2016, bolsas a 106 mil estudantes e pesquisadores brasileiros para realizarem intercâmbio acadêmico em 47 países e buscou atrair pesquisadores do exterior para se fixarem no Brasil ou para estabelecerem parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas pelo programa. Neste contexto, este artigo objetiva oferecer alguns subsídios para a avaliação do CsF, especialmente a partir de um compêndio sobre o histórico, justificativa e resultados de implementação do programa; um levantamento e análise de dados que mostram evidências de correlação positiva entre os investimentos em bolsas de mobilidade acadêmica internacional e os níveis de colaboração científica internacional; bem como questionamentos e sugestões para novas pesquisas em torno do tema de colaboração científica internacional. Foram encontrados indícios de que o programa foi capaz de estimular a colaboração internacional entre pesquisadores. Ressalta-se também o entendimento de que o CsF foi positivo no sentido de aumentar a visibilidade internacional da educação superior brasileira e inseriu as universidades e outras instituições brasileiras em programas de cooperação internacional no âmbito da pesquisa. Neste sentido, recomenda-se que o Brasil deve envidar esforços para manter uma política pública de internacionalização e mobilidade acadêmica internacional, aperfeiçoando – naturalmente – o CsF com base na avaliação do programa.

Palavras-chave


Ciência sem Fronteiras; avaliação; internacionalização; cooperação científica

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DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.2525-5584.2017v2n2.37056

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