ASTRONOMIA: UMA EXPERIÊNCIA EM QUE MULHERES ATUAM COMO PROTAGONISTAS

Elza Ferreira Santos, José Osman dos Santos, Ieda Fraga Santos

Resumo


O presente texto é um relato de experiência vivenciada por jovens estudantes que compõem uma sociedade de estudos astronômicos. A astronomia é uma ciência que agrega amadores e pesquisadores profissionais. Tanto de um modo quanto do outro ela tem atraído mais homens do que mulheres no Brasil e no mundo. Sua aproximação com a física e com a matemática explica, possivelmente, o grande número de adeptos masculinos. Porém, em Sergipe, a sociedade de estudos astronômicos denominada SEASE tem mostrado que a astronomia pode seduzir mulheres e fazer delas cientistas. Na SEASE, elas são estudiosas e também ocupam cargos de liderança. Para a construção desse relato considerou-se a importância dessa ciência, uma breve apresentação das pioneiras na astronomia, a formação da SEASE e o modo como as estudantes organizaram um dos maiores congressos de astronomia do país, o 15º Encontro de Astronomia do Nordeste. Assim, o relato intenciona mostrar que quando mulheres e homens têm as mesmas oportunidades de aprender e de gostar de matemática é mais fácil para eles e para elas a escolha por uma carreira científico-tecnológica. Intenciona mostrar que histórias de mulheres inseridas nas carreiras científico-tecnológicas precisam ser transmitidas para todos a fim de se alcançar a equidade de gênero nas Instituições de Ensino Superior e órgãos de pesquisa, especialmente nas ciências duras.

Palavras-chave: Astronomia, Mulheres, Liderança, Gênero.


Texto completo:

PDF

Referências


AGRELLO, D. A. & GARG, R. Mulheres na física: poder e preconceito nos países em desenvolvimento. Rev. Bras. Ensino Fís. [online]. 2009, vol.31, n.1, p. 1305.1-1305.6. ISSN 1806-9126.

AMARAL, P. O ensino de astronomia nas séries finais do ensino fundamental: uma proposta de material didático de apoio ao professor. 2008.102 f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências) – Universidade Nacional de Brasília, Brasília, 2008.

DOBSON, Andrea K.; BRACHER, Katherine. A Historical Introduction to Women in Astronomy. Mercury, v21 n1 p4-15 Jan-Feb 1992. Disponível: https://eric.ed.gov/?id=EJ447803. Acesso em julho de 2016.

CARVALHO, Maria Eulina. P. de. "Gênero e carreiras universitárias: o que mudou?" Trabalho apresentado no Seminário Internacional Fazendo Gênero 7. UFSC, 28 a 30 ago. 2006.

CARVALHO, Maria Eulina. P. de. & RABAY Glória. Gênero e Educação Superior: apontamentos sobre o tema. João Pessoa: Editora UFPB, 2013.

CESARSKY, Catherine & WALKER, Helen. Head Count: Statistics about women. Astronomy & Geophysics, 2010, 2.33-2.36. http://astrogeo.oxfordjournals.org/content/51/2/2.33.full.pdf+html. Acesso em 10 de junho de 2015.

CLAYTON, Geoffrey. Not Equal, Not Yet. In Astronomy. Mercury, v21 n1 p4-15 Jan-Feb 1992. Disponível: https://eric.ed.gov/?id=EJ447803. Acesso em julho de 2016.

GARCIA, Eloi S. Mulher e a Ciência. http://www.ioc.fiocruz.br/pages/informerede/corpo/noticia/2006/novembro/08_11_06_02.htm. Acesso em 10 de julho de 2015.

LANGHI, Rodolfo & NARDI, Roberto. Ensino da astronomia no Brasil: educação formal, informal, não formal e divulgação científica. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 31, n. 4, 2009, 4402-11. http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/314402.pdf. Acesso em 10 de julho de 2015.

LIMA, Betina Stefanello. O labirinto de cristal: as trajetórias das cientistas na física. In Estudos Feministas, Florianópolis, 21(3): 496, set.- dez./2013.

LOMBARDI, M. R. Perseverança e Resistência: A Engenharia como Profissão Feminina. 2005. 279 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade de Campinas, Campinas-SP, 2005.

LOPES, R. Entrevista concedida ao programa ILHA FM em 4 de junho de 2015, às 18:00h. Aracaju, Sergipe.

MANNARINO, Remo. Harém de Pickering: mulheres geniais. Postado em 26 de outubro de 2011. http://ohomemhorizontal.blogspot.com.br/2007/06/harm-de-pickering.html. Acesso em 7 de junho de 2015.

MCDERMOTT, Maeve. “Pickering’s Harem” – The Untold Story Of The Women Who Mapped Our Galaxy. Postado em 28 de abril de 2014. http://tvblogs.nationalgeographic.com/2014/04/28/pickerings-harem-the-untold-story-of-the-women-who-mapped-our-galaxy/. Acesso em 7 de junho de 2015.

MELLO, D. Cutetalk com Duília de Mello, a astrônoma brasileira que arrasa na NASA. http://www.cutedrop.com.br/2015/04/cutetalk-com-duilia-de-mello-a-astronoma-brasileira-que-arrasa-na-nasa/. Acesso em 10 de junho de 2015.

OBA. Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. http://www.oba.org.br/site/. Acesso em 5 de junho de 2015.

SCHIEBINGER, Londa. O Feminismo Mudou a Ciência? Trad. Raul Fiker. Bauru, SP: EDUSC, 2001, 384p.

SEASE. Estatuto da Sociedade de estudos astronômicos de Sergipe. Aracaju, 2011.

STEINER, J. E. Astronomia no Brasil. Ciência e Cultura. Vol. 61. São Paulo, 2009. on-line version ISSN 2317-6660. p. 45-49.

STEINER, J. E . A origem do universo. Estudos Avançados 20 (58), 2006. p. 232-248. http://www.scielo.br/pdf/ea/v20n58/20.pdf. Acesso em 1 de junho de 2015.

TROWER, Cathy. University and College Faculty. In HILL, C.; Corbett, C.; St. Rose, A. Why So Few? Women in Science, Technology, Engineering and Mathematics. AAUW, Washington, 2010.

VIEGAS, Sueli M. M. A astronomia brasileira no feminino. In História da Astronomia no Brasil - Volume II Oscar T. Matsuura (Org.) Recife: Cepe, 2014.




DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2018v27n2.39757

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


________________________________________________________________________________________________________________________________________

ISSN 2359-7003

  https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003

________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

Cidade Universitária - Campus I - Setor Humanístico Bloco III
Centro de Educação
Universidade Federal da Paraíba
João Pessoa PB Brasil
CEP:58059-900 ** Fone: 83XX3216-7702 e Fax: 83XX3216-7140
e-mail: revistateducppge@ce.ufpb.br
http://www.periodicos.ufpb.br/index.php/rteo


________________________________________________________________________________________________________________________________________

Este periódico está indexado nas bases:

          Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia