PROCEDÊNCIA, QUALIDADE E PERDAS PÓS-COLHEITA DE MAMÃO ‘HAVAÍ’ NO MERCADO ATACADISTA DA EMPASA DE CAMPINA GRANDE-PB

Lucas Cavalcante Costa, Wellington Souto Ribeiro, Edmilson Igor Bernardo Almeida, Gilmara Carneiro Gurjão, José Alves Barbosa

Resumo


Este trabalho teve como objetivo avaliar a procedência, quantificar e descrever as perdas pós-colheita de mamão ‘Havai’ distribuído através da Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas de Campina Grande (Empasa-CG). Os frutos foram amostrados semanalmente, sendo a coleta dividida em duas etapas: na primeira, do total de veículos recebidos com mamão ‘Havai’ na Empasa-CG era registrada a procedência e o peso da carga. Em seguida, eram selecionados aleatoriamente três grupos de três veículos, dos quais eram coletados aleatoriamente três frutos fisiologicamente maturos (triplicatas de 9 frutos, 27 frutos no total) para a caracterização de frutos aptos para a comercialização; na segunda amostragem, ao final do período diário de comercialização, o total de frutos descartados eram pesados e classificados quanto os tipos de perdas. Em seguida era realizada amostragem de triplicatas de 9 frutos (27 no total) para caracterização das perdas. Cada amostragem semanal correspondia a uma repetição da avaliação mensal (4 repetições/mês). O percentual de perdas foi determinado tomando como base o volume de entrada de mamão ‘Havai’ e o volume descartado obtido dos atacadistas. Os fungos foram isolados e identificados no Laboratório de Fitopatologia do CCA/UFPB. O mamão ‘Havai’ produzido na Paraíba e Rio Grande do Norte supriu 88% do fruto comercializado através da Empasa – CG. O peso médio dos frutos comercializados foi 280,9g e dos frutos descartados 380,9g. A firmeza da polpa foi superior para os frutos comercializados. Os SS foram inferiores nos frutos comercializados, enquanto o conteúdo de ácido ascórbico foi superior nesses frutos. Do total de frutos recebidos para comercialização através da Empasa-CG no período avaliado, 11% foram descartados. Dessas perdas, 45% foram causadas por danos mecânicos, 25% resultante da desordem fisiológica mancha chocolate e 30% por microrganismo. Das perdas causadas por danos mecânicos, amassamento compreendeu 46%, ferimento 41% e 13% por frutos partidos ou quebrados. Das perdas causadas por microrganismos foram detectados antracnose (18%), Phytophtora palmivora Butt. (9%) Oidium caricae Noack (7%).























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DOI: https://doi.org/10.25066/agrotec.v32i1.7207

Revista Agropecuária Técnica
ISSN impresso 0100-7467
ISSN online 2525-8990


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