Corpos abjetos: a heterossexualidade compulsória e os discursos de ódio nas redes sociais

Robson Guedes da Silva

Resumo


O intuito desta pesquisa é problematizar em que medida uma heterossexualidade compulsória, abordada por Adrienne Rich (2010), agencia discursos de ódio, e como isso encontra lugar nas redes sociais. Nutrindo-se da discussão de Michel Foucault em História da Sexualidade I e A ordem do discurso, o trabalho aborda as concepções de sexo e sexualidade, bem como os discursos que permeiam estas temáticas e que impõem a heterossexualidade como algo obrigatório. Por conseguinte, discute-se como à luz da militância dos corpos queer em sua crítica à normatividade hegemônica, problematizando as redes sociais (em especial as páginas do Facebook Orgulho de ser hétero e Sujeito homem) como lugares privilegiados onde se propaga a opressão desses corpos através de discursos de ódio que evidenciam a forte cobrança para que eles, que transgridem, se enquadrem na normatividade, padrão imposto nesta sociedade sexista e patriarcal.

Palavras-chave: Corpos queer. Heterossexualidade Compulsória. Redes sociais.


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