AS DORES DE NORDESTINAS E SERTANEJAS ESPELHADAS NA CIRANDA DE MULHERES EM NADA DE NOVO SOB O SOL, DE LÚCIA MARTINS

Autores

  • Michelle Andrade Pereira Universidade Estadual do Ceará
  • Rodrigo de Albuquerque Marques Universidade Estadual do Ceará

Palavras-chave:

Modernismo, Autoria Feminina, Literatura Cearense, Lúcia Martins

Resumo

Maria Lúcia Fernandes Martins era a voz feminina do Grupo Clã, o Clube de Literatura e Arte Moderna. Porém, mesmo com seu protagonismo nas letras cearenses, publicando romances como Destinos cruzados (1953), A face marcada (1955) e Nada de novo sob o sol (1967), a escritora sofreu um processo de apagamento, sendo esquecida tanto no meio regional como no nacional. O romance Nada de novo sob o sol traz em sua constituição a voz de uma narradora e protagonista mulher, sertaneja e idosa. Além desse aspecto, nota-se a presença de uma ciranda de personagens femininas que compõem a narrativa da escritora, denunciando a opressão atrelada à condição da mulher, a deslegitimação, a violência sistêmica e o silenciamento feminino, dentre outros temas ligados à realidade da mulher no Nordeste, em especial da mulher sertaneja. Para amparar esta pesquisa bibliográfica, fundamentamo-nos em investigadoras/es basilares como Azevedo (1975), Câmara e Câmara (2015), Câmara, Câmara e Soutullo (2015), Del Priori (2022) e Moraes (2012; 2004), dentre outras e outros. Concluímos que trabalhos como este são impreteríveis para trazer a lume a vida, a obra e a fortuna crítica desta escritora ímpar que foi ostracizada, mas que paulatinamente vem sendo resgatada.

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Biografia do Autor

Michelle Andrade Pereira, Universidade Estadual do Ceará

Graduada em Letras Português pela Universidade Estadual do Ceará, campus de Quixadá, Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (FECLESC). Mestra em Letras, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Servidora Pública na prefeitura de Quixeramobim. Professora da Escola Agrícola de Ens. Fund. Dep. Leorne Belém e do Colégio Nossa Senhora do Rosário. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e realiza pesquisa na área de literatura de autoria feminina, crítica literária feminista e estudos de gênero.

Rodrigo de Albuquerque Marques, Universidade Estadual do Ceará

Pós-doutor pelo Programa de Literatura Comparada da USP (2021). Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Ceará (2015). Mestre em Letras pela Universidade Federal do Ceará (2005), Rodrigo Marques é professor efetivo de literatura da Universidade Estadual do Ceará, na unidade FECLESC, em Quixadá, Sertão Central cearense, e do Mestrado Interdisciplinar de História e Letras (MIHL/UECE). Participa como pesquisador dos grupos de pesquisa: "Núcleo de Estudos de Epistolografia Brasileira" (USP); "Grupo de Estudos das Transformações Econômicas e Territoriais - GETETE" (UNICAMP) e "Núcleo Antonio Candido de Estudos de Literatura e Sociedade" (UFC). Tem-se dedicado ao estudo do Modernismo no Estado do Ceará. Possui seis livros publicados: Fazendinha (2005), O Livro de Marta (bilhetes de amor quebrado) (2011), ambos premiados pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Antônio Sales (biografia) (2016), "Literatura Cearense: outra história" (2018), pelas Edições Demócrito Rocha e "O Dragão e os pássaros enfurnados" (2021). Sua tese de doutorado, "A Nação vai à Província: do romantismo ao Modernismo no Ceará", foi premiada como a melhor tese de 2015 na área de Humanas da UFC e publicada em formato de livro em 2018 pelas Edições UFC.

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Publicado

2024-03-08

Como Citar

Pereira, M. A., & Marques, R. de A. (2024). AS DORES DE NORDESTINAS E SERTANEJAS ESPELHADAS NA CIRANDA DE MULHERES EM NADA DE NOVO SOB O SOL, DE LÚCIA MARTINS. Revista LiteralMENTE, 4(Especial), 114–133. Recuperado de https://www.periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rl/article/view/68909

Edição

Seção

DOSSIÊ “ESCRITORAS NORDESTINAS OFUSCADAS PELO CÂNONE LITERÁRIO BRASILEIRO"